Está ainda deitada quando ele telefona. A voz dele provoca-lhe descargas eléctricas no corpo. O timbre com algum sotaque tem um efeito catalisador nas emoções contidas, guardadas, secretas.
- Onde estás?
- Na cama, ainda. A preguiçar...
Na realidade estava a pensar na ultima sms dele...No poder dum conjunto de palavras, frases certeiras de encontro ao coração. São especiais os homens que sabem o caminho para o coração das mulheres. Sem lhes terem ainda descoberto o corpo. Chegam-lhes à alma num instante, a rasar a carne ainda firme de desejo, rente ao pescoço, onde se debruçam para sussurrar promessas que hão-de cumprir.
Concentra-se na voz dele e quase não ouve a conversa, vai respondendo, começando a sentir uma excitação crescente e não hesita em acariciar-se quando ouve:
- Toca-te para mim...
Há uma musica de fundo, que acompanha os gestos ritmados, de início, lentos, exploratórios, depois mais apressados. O rosto inflamado, olhos fechados, imagens que se materializam....Ele está ali, percorre-lhe o corpo com a língua, desce-lhe muito devagar a barriga...
… Está a sair do banho e o espelho devolve-lhe uma imagem que lhe agrada. O corpo maduro, ainda musculado nas pernas, os ombros num arredondado suave, braços finos. O cabelo molhado, que parece ainda mais, curto, confere ao rosto um ar quase infantil.
Veste o roupão, os seios despontam entre a abertura, enquanto se penteia e um sorriso abre-lhe o rosto.
Sente um abraço e duas mãos que lhe acariciam os seios. Ele está mesmo por detrás dela, ampara-a com o seu corpo alto, tão alto, que lhe consegue beijar os cabelos revoltos, o queixo dele sobre a cabeça dela, olhos postos no espelho, dois corpos num momento ímpar de sedução mútua.
Deixa-se ir de encontro ao corpo dele, abandona-se às suas mãos que lhe fazem deslizar o roupão, lentamente, os ombros semi nus, os seios que espreitam...
...A respiração dele confirma a excitação que lhe sente. Sabe que ele é sensível ao odor da sua pele, ainda humida e pede-lhe que lhe passe o creme no corpo, que funciona para ele, como um afrodisíaco.
Enquanto ela escolhe o creme, ele beija-lhe o pescoço, a barba a provocar-lhe uma excitação diferente, encosta-lhe o sexo duro nas nádegas, roça-a, passeia-lhe o corpo com as mãos treinadas, e num gesto inesperado, repentino, puxa-lhe a cabeça para trás, pelos cabelos que mantém presos, até a conseguir voltar para ele, fazendo-a descer, mamilos nas coxas dele, até ao sexo erecto, que ela segura, primeiro delicadamente, depois com mais energia, pára, recomeça, brinca com a língua, suga-o, numa pressa em que sente que os dentes lhe provocam algum desconforto, ele retrai-se, diz-lhe qualquer coisa, mas as mãos nos cabelos dela tapalham-lhe os ouvidos, não escuta, continua numa pressa que o excita, apesar da dor, ou talvez pela dor a excitação aumente, sente que ele está quase a explodir, adivinha-lhe a vontade, e abranda o ritmo, repete a brincadeira da língua, os lábios suaves em carícias indizíveis.
Então, ele afasta-lhe a boca, encaminha-lhe as mãos para o sexo que quase duplicou de tamanho e diâmetro, puxa o roupão que acaba por a expor nua, seios em desafio, numa espera do líquido que jorra , morno, leitoso, o creme perfeito com que ele a massaja.








